Você sabe qual é o seu ponto fraco na prova? Parte I



G1, 08/11/2016 - Por Lia Salgado

É curioso como tem gente que sabe muito, mas na hora da prova não consegue aproveitar todo o seu conhecimento e obtém um resultado menos expressivo do que poderia.

Outras pessoas, mesmo que não estejam tão bem preparadas em todas as matérias, mantêm uma postura de serenidade e de lucidez de tal forma que conquistam uma pontuação além da que seria esperada.

Para sair do primeiro grupo e transformar seu estudo em desempenho máximo é necessário identificar o que acontece no momento em que você está diante da prova de verdade. Pode ser um fator ou vários, mas, de modo geral, todos têm solução.

Não estamos falando de uma matéria em que você tenha mais dificuldade, mas daqueles pontos que você perde de bobeira nas provas. Portanto, nossa missão aqui é identificar o que pode estar acontecendo e o que pode ser feito para garantir todos os pontos possíveis. E, se for o caso, alguns impossíveis também.

Para começar, no dia do concurso não adianta lamentar que você deveria ter se dedicado mais, mesmo que isso seja verdade. O que pode ser estudado foi, do jeito que deu. Qualquer correção nesse sentido só poderá ser feita para a próxima prova. 

Quanto ao ponto fraco, é bastante comum que o candidato repita sempre os mesmos tipos de erro, ou seja, o problema não aparece de modo aleatório. De certa forma, isso é uma vantagem, porque facilita identificar qual é e manter o foco para eliminá-lo.

Cansaço   
Alguns candidatos ficam tão empenhados em obter um bom desempenho que terminam exagerando nos estudos e tendo o efeito contrário.

Sempre alertamos para o fato de que a preparação para concurso público é uma maratona, e não uma corrida de velocidade. Assim, é necessário preservar algum tempo na rotina semanal para descansar e se refazer para a semana seguinte. Isso envolve uma pausa nas preocupações, para que o cérebro possa recuperar a capacidade de trabalho.

Por esse motivo, estudar de 2ª a 2ª é uma escolha muito perigosa, e com consequências que podem ser dramáticas para o candidato e para o projeto. Na proximidade da prova, o risco é mais grave ainda. A pressão para estudar tudo antes do concurso leva algumas pessoas a exagerarem na dose e irem para o exame num estado de exaustão física e emocional que atrapalha o raciocínio e impede a serenidade necessária para lidar com a situação de estresse e de possíveis imprevistos nas questões.

Nesse sentido, estudar na véspera também não é um bom negócio. As 24 horas anteriores à prova devem ser dedicadas ao descanso da mente e podem incluir uma caminhada leve e um bom filme. O efeito certamente será mais positivo.

Sobressaltos
Chegar cedo ao local da prova é uma providência básica, não só para evitar o risco de perder a hora, mas também pelo dano que a descarga de adrenalina provoca, em caso de eventual atraso. O susto desnecessário compromete seriamente o funcionamento do cérebro.

Outro cuidado que deve ser adotado é não fazer experiências gastronômicas em dia de concurso. Coma o que está habituado para evitar desordens digestivas, ainda mais que todo o organismo tende a estar mais sensível.

Desconforto
Tem gente que sai da prova reclamando que estava calor, ou frio, ou que ficou com uma dor de cabeça insuportável, e por isso não conseguiu se sair bem.

Essas coisas podem mesmo acontecer, mas é sua responsabilidade se prevenir para evitá-las. Vista-se com roupas confortáveis, adequadas ao calor, e leve agasalho para o caso de a sala estar muito fria. Leve analgésico, água e algo para comer. Esses pequenos cuidados garantem que nada comprometa a sua boa disposição nesse momento tão importante.

Falta de atenção/impulsividade
Para início de conversa, a prova é o momento mais importante da sua trajetória até aqui. Portanto, não é hora de correria. Respirar profunda e suavemente antes de começar – e sempre que sentir o nível de estresse aumentar – ajuda a manter a mente clara e eficiente.

Leia atentamente cada enunciado e cada alternativa de resposta. Mesmo que ache que já resolveu questão exatamente igual e tenha certeza da resposta, leia como sendo a primeira vez - porque é. Basta um detalhe diferente para alterar todo o resultado.

Leia sempre todas as opções. Ainda que pareça ter encontrado uma alternativa correta, abaixo pode ter outra correta e mais completa.
Nas questões longas, sempre volte ao enunciado antes de marcar a resposta.

Mesmo naquelas que não envolvem cálculo, às vezes as alternativas são tão longas que, depois de ler as opções, o candidato não tem mais certeza do que foi pedido.

E, nas que dependem de muitas contas, acontece de o candidato se perder com tantas informações e se atrapalhar na escolha da resposta, que pode não ser o resultado da última operação trabalhosa. Às vezes, falta mais um passo para chegar ao que foi pedido. Ex.: você calcula quantas pessoas foram à festa, mas o pedido é "quantas não foram".

Atenção total aos valores. Assinale no enunciado o que é relevante e transcreva os dados para a área de rascunho, de forma clara e com as indicações de medida, para evitar trabalhar com informações erradas. Ex.: 20 min, 5kg, etc.

Cuidado com questões com muitas referências desnecessárias, que terminam por confundir o candidato. Procure isolar o que for apenas “cenário”.
Nas questões muito simples também é preciso atenção. Responda com cuidado para não perder ponto à toa.

Na semana que vem abordaremos aqui outros pontos fracos que podem prejudicar o desempenho na prova e soluções simples para preveni-los.






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